Proteção Solar na Infância

A prevenção do Câncer de Pele inicia-se com a

proteção solar na infância

O câncer de pele é o mais comum de todos os tipos de cânceres e houve um aumento na incidência de casos no Brasil nos últimos anos.

A exposição solar é o fator causal mais importante no câncer de pele e no envelhecimento cutâneo.

O sol é a principal causa de 90% de todos os cânceres de pele. E o efeito acumulativo durante a vida do indivíduo dos raios ultravioleta gera danos a pele de caráter irreversível.

A infância e adolescência são os períodos da vida em que se passa maior parte do tempo ao ar livre. Estudos indicam que aos 18 anos de idade a maioria das pessoas já recebeu de 50% a 70% da radiação solar de toda sua vida.

As queimaduras solares dolorosas, na infância, levam ao envelhecimento prematuro da pele e podem levar ao aparecimento de câncer na idade adulta.

Mesmo que se tendo o máximo cuidado com a proteção solar na vida adulta, o dano causado pela radiação solar recebida na infância não pode ser desfeito.

Além disso, queimadura solar em criança abaixo de um ano de vida pode constituir emergência médica.

Com proteção adequada, as crianças e adolescentes podem aproveitar a vida ao ar livre sem prejudicar a saúde.

Desta forma o uso de chapéu, boné, vestuário (camisetas) e uso regular de protetor solar FPS 30 ou mais deve ser estimulado. Assim como orientar a permanência na sombra ou sob o guarda sol pelo maior tempo possível.

A exposição solar deve ser feita sempre em horário apropriados: até as 10:00 horas e após as 16:00.

Passeios e atividades ao ar livre devem ser feitos no inicio da manhã ou no final da tarde.

Mesmo nos dias nublados faz-se necessário a proteção pois 80% da radiação atinge a Terra apesar do sol estar encoberto.

Fundamental orientar os adolescentes a não utilizarem camas ou lâmpadas de bronzeamento artificial e também não achar que corpo bronzeado seja moda ou sinônimo de beleza.

Cuidados especiais devem ser tomados em altitudes elevadas e latitudes tropicais. Para cada 1000 pés acima do nível do mar a radiação solar aumenta 4% a 5%. Quanto mais próximo dos trópicos mais fortes são os raios solares (ex. região nordeste do Brasil).

Alguns medicamentos, alimentos (limão) e plantas podem ser fotossensíveis ou seja mancham a pele quando exposta ao sol.

A Sociedade Brasileira de Dermatologia e o FDA (Food and Drugs Administration) não recomendam uso de filtros solares antes do sexto mês de vida, depois desta idade o protetor deve ser aplicado diariamente na face da criança. Nos dias de maior exposição solar (praias, clubes, e passeios) deve ser aplicado no corpo todo e reaplicar frequentemente, também utilizar chapéu e vestuário (atualmente existem tecidos com fator de proteção solar na trama dos mesmos).

Para crianças até 5 anos de idade o ideal é utilização de protetores físicos que são formulações opacas formando um filme protetor na pele como o óxido de titânio, oxido de zinco e cálcio.

O fotoprotetor químico possui várias outras substâncias na composição podendo ser alergênico. Deve-se sempre realizar o teste cutâneo no antebraço da criança antes da aplicação no corpo todo.

Em relação a vitamina D o sol que a criança toma nos braços e pernas no dia-a-dia no nosso pais tropical já é suficiente para síntese adequada. Existem estudos nacionais que referem que apenas 10 minutos de raios de sol no Brasil 3 vezes por semana são suficientes para a síntese da vitamina D devido a incidência do raio ultra violeta no nosso país.

Concluindo o câncer de pele pode ser evitado com o uso de fotoproteção desde a infância. Criar o hábito de proteção na criança ( educar) é fundamental para que o leve para a vida adulta e ter uma pele saudável. Consultar um dermatologista para avaliar pintas escuras ou manchas e verrugas em crescimento